Dúvidas Frequentes

Aqui você encontra perguntas e respostas sobre as dúvidas mais frequentes dos pacientes, a respeito das especialidades que praticamos. Caso não encontre uma resposta satisfatória para sua dúvida, entre em contato através do canal fale conosco que teremos o maior prazer em atendê-lo.



Quais são os fatores que contribuem para o aparecimento ou agravamento da SAHOS?

Obesidade - talvez seja o fator mais comumente encontrado, sendo sempre o primeiro a ser combatido;
–falta de desenvolvimento mandibular como retro ou micrognatias (queixo pequeno), atresias maxilo/mandibulares são os fatores mais comumente encontrados (arcadas estreitas);
Pescoço curto e grosso;
Macroglossias (língua grande);
Aumento de tecido linfóide – amigdalas e adenóides;
Obstruções nasais – pólipos, rinites, desvio de septo, etc.;
Alterações endócrinas;
Idade – quanto maior a idade, maior a incidência;
História familiar.


O ronco é mais frequente em quem dorme de barriga para cima?

Não necessariamente. De barriga para cima, os músculos tendem a obstruir a garganta com maior facilidade aumentando a dificuldade da passagem do ar e as chances do ronco. Mudar de posição pode ajudar a resolver o problema nos casos mais leves. Na maioria das vezes o ronco acontece em qualquer posição. Como o ronco pode gerar consequências graves, a mudança da posição não deve ser considerada como tratamento sem a indicação de um especialista.


Roncar separa casais?

Verdade. Os cônjuges sofrem com o barulho e acabam tendo insônia, passando os dias cansados, sonolentos, com todas as consequências de uma noite não dormida. Imagine isso, repetidamente, durante anos. Na maioria dos casos, os casais passam a dormir separados. É considerado o terceiro motivo de separações de casais nos Estados Unidos.


Roncar é sinal de sono profundo?

Não, é exatamente o contrário, quem ronca não dorme bem, não atinge sono profundo, não tem sono reparador, não relaxa e não descansa. Pode ainda ter apnéia do sono.


O ronco pode causar problemas cardio-vasculares?

Sim, hoje sabemos que só o ronco, mesmo sem apnéia, pode gerar problemas na artéria carótida, por causa da vibração frequente dos músculos do canal de passagem do ar, acontecer muito perto da carótida. A carótida pode ficar calcificada e pode acontecer o acidente vascular cerebral, o derrame.


O ronco pode causar apnéia?

Sim roncar não é normal e é um dos sinais de apnéia do sono (falta de ar por mais de 10 segundos).


Apnéia é perigoso?

Muito. A apnéia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando consequências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, AVC, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, prejuízo da memória, diminuição da libido e impotência sexual, obesidade; e ainda aumenta muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.


A Apnéia depende sempre da obstrução das vias respiratórias?

Não. Embora a apnéia obstrutiva seja a mais frequente, existem também casos em que apesar das vias respiratórias não estarem obstruídas, o diafragma e os músculos respiratórios param de funcionar por falta do estímulo cerebral que controla a respiração. A este caso chama-se apnéia central. Normalmente ocorre mais em pacientes obesos e pode não estar associada a presença do ronco. Seu tratamento não é da alçada do cirurgião dentista e sim do médico de sono.


Como sei se minha apnéia é leve, moderada ou severa?

Através do laudo da Polissonografia é possível saber quantas apnéias, ou seja, paradas respiratórias que duram de 10 a 90 segundos, a pessoa teve durante a noite toda e tirar uma média de apnéias por hora. A Síndrome é considerada leve de 5 a 15 apnéias por hora, de 15 a 30 é moderada e mais que 30 apnéias por hora é considerada severa. O médico ou dentista irá observar o laudo desse exame e, junto com os dados colhidos no exame clínico e físico do paciente chegará ao diagnóstico correto.


Ronco não tem solução?

O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica, e pode ser tratado com um aparelho intra-oral de eficácia comprovada. O aparelho estimula a musculatura da língua, da garganta e do céu da boca, impedindo o estreitamento e fechamento da via aérea quando respiramos. Dessa forma o ronco é controlado e o indivíduo não desenvolve as consequências do ronco.


Como se dá o tratamento do ronco?

Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. Primeiramente, é importante pedir um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono, a Polissonografia. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apnéia ou o bruxismo do sono. O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula – a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apnéia do sono.


Como o aparelho intra-oral é feito?

A partir de um molde das arcadas dentarias do paciente, o aparelho é confeccionado em laboratório especializado. O dentista irá adaptar o aparelho no paciente e orientar quanto ao uso e o que esperar do tratamento. O aparelho é usado apenas para dormir, é de uso contínuo, e haverá retornos para acompanhar a evolução do tratamento e eventuais ajustes que forem necessários. O aparelho é fácil de usar, de se adaptar, de transportar e conservar, além de ser um tratamento reversível e não invasivo, como é uma cirurgia, e mais confortável e barato do que o CPAP.


Como o aparelho funciona?

O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo-a firmemente nessa posição. O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta se “estiquem” aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficarem mais tensas, mais firmes, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar.


O aparelho intra-oral funciona mesmo?

O tratamento com o aparelho intra-oral é usado desde os anos 80 nos Estados Unidos com sucesso. É importante que o tratamento seja corretamente indicado, ou seja, o aparelho é indicado para quem ronca ou tem Apnéias leves ou moderadas. Em alguns casos, o médico e o dentista podem indicar o aparelho intra-oral para Apnéias severas como tratamento complementar a outras terapêuticas. Inúmeros trabalhos científicos (ver página Artigos e Links) tem sido publicados demonstrando a eficiência do uso do aparelho intra-oral, através dos exames de Polissonografia realizados com o aparelho, e depois de 4 meses de desaparecido os sintomas da apnéia aproximadamente.


O uso do aparelho “cura” o ronco e a apnéia?

Não totalmente, o aparelho não produz mudança física total no paciente, resolvendo o problema enquanto estiver sendo usado, mas favorece um equilíbrio das pressões nas vias aéreas superiores, e permite um funcionamento mais equilibrado do sistema cardiovascular, reduzindo os riscos deste desequilíbrio. Apesar de o ronco ser o problema mais incômodo, a apnéia do sono é o problema mais importante e precisamos nos preocupar com ela, pois afeta vários órgãos do nosso corpo, principalmente o coração, onde aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral.


O aparelho intra-oral utilizado pelo Dr. Fagnani

Há mais de 11 anos, nós do grupo NEOM-RB iniciamos o desenvolvimento de um aparelho ideal, que tivesse as seguintes características:

• Que atingisse os objetivos do tratamento do ronco e da apnéia;
• Fosse o mais fino e confortável possível;
• Permitisse um espaço total para a língua;
• Permitisse ajustes tanto horizontais como verticais;
• Que tivesse facilidade de uso e manuseio, de fácil adaptação e com simplicidade na sua construção.

 

Depois de mais de 10 tipos de modelos, chegamos ao desenvolvimento de um aparelho que consegue todos os objetivos acima desejados e de fácil manipulação, o PPV 1 Aparelho Protrator Mandibular, que recebe as iniciais do nome de seu mentor mor o Dr. Pedro Pileggi Vinha. Consiste em uma placa superior e inferior com encapsulamento dos dentes posteriores, unidos por um arco de Hawley na região anterior. A união entre as partes superior e inferior se dá através de dois parafusos Hirax posicionados lateralmente, e inclinados para anterior e para baixo (procurando seguir a trajetória condilar da ATM), que se insere entre os pré-molares através de um tubo telescópio, formando um eixo horizontal com o lado oposto.

 

Isto garante ao aparelho movimentação inferior circular a partir dos eixos, e de lateralidade, facilitando a adaptação do aparelho assim como permitindo ativação sem perda da aderência da arcada inferior. O pouco volume intra-bucal do aparelho, preservando o espaço funcional da língua, garante o conforto de uso ao paciente. Este aparelho reposiciona a mandíbula tratando o ronco e apnéia do sono, sendo seu uso restrito aos períodos de sono, de forma contínua, é confortável, resistente e de fácil conservação. Seu ajuste é fácil, o que facilita caso o paciente precise de tratamento odontológico (trocar próteses, restaurações, etc.), não sendo necessária a confecção de um novo aparelho.
O paciente pode ser usuário de próteses fixas, removíveis ou implantes.

 

Um ponto importante também é o fato deste aparelho não movimentar os dentes, não alterando a oclusão, sendo também indicado para pacientes com bruxismo (hábito de ranger os dentes). Pode ser ativado no consultório, ou pelo próprio paciente conforme orientação do profissional. Com seu uso, o paciente sente uma significativa melhora nas condições de seu sono, sentindo mais conforto e melhor disposição ao acordar.



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