Odontologia na Gravidez

Odontologia na Gravidez

O pré-natal odontológico é seguro e fundamental para a saúde integral da gestante e do bebê. O atendimento odontológico adequado e oportuno favorece a gestação, e permite maior bem-estar para a mulher. O tratamento da periodontite, o uso de anestésicos locais compatíveis, materiais dentários e exames radiográficos sob proteção não apresentam riscos para o desenvolvimento do feto e podem ser, de fato, necessários para manter a saúde, tanto da mãe como do bebê.

As doenças bucais afetam negativamente a qualidade de vida: dor, falta de dentes e infecções podem influenciar a forma como as pessoas falam, se alimentam e socializam, prejudicando o seu bem- -estar físico, mental e social. Existe uma associação entre doenças sistêmicas e problemas de saúde bucal, como diabetes, pneumonia, doença cardíaca, acidente vascular cerebral e prematuridade e/ou bebês de baixo peso ao nascer.

A Academia Americana de Periodontia e a American Dental Association afirmam a importância da manutenção da saúde bucal durante a gravidez. Uma pesquisa recente dos EUA, no entanto, mostrou que a maioria das mulheres não visita o dentista durante a gravidez. Metade das mulheres que relatou problemas bucais não procurou cuidados odontológicos por acreditar que doenças bucais durante a gravidez fossem normais ou por temer que o tratamento dentário pudesse prejudicar o feto. Além disso, 49% dos obstetras raramente ou nunca recomendavam o exame odontológico; apenas 10% dos dentistas realizavam todos os tratamentos necessários; e 14% dos dentistas eram contra o uso de anestésicos locais durante gravidez. Isso é preocupante, pois problemas bucais podem levar a resultados adversos na gravidez, incluindo pré-eclâmpsia, parto prematuro e bebês de baixo peso ao nascer.

Gengivite, a forma mais branda da doença periodontal, é caracterizada pela inflamação da gengiva, sangramento, vermelhidão e sensibilidade. A periodontite, uma forma mais avançada da doença, resulta na perda de tecido conjuntivo e de suporte do osso, e é uma das principais causas de perdas dentárias em adultos. A partir do segundo ou terceiro mês de gravidez, cerca de metade das mulheres grávidas apresenta gengivite devido ao aumento de estrogênio e progesterona, que pode evoluir para periodontite. Para manter a saúde oral, o tratamento periodontal e a manutenção (ou seja, instrução de higiene oral e remoção mecânica de placa a cada 2 a 3 semanas até o parto reduz significativamente nascimentos prematuros e as taxas de baixo peso ao nascer.

O pré-natal odontológico, portanto, é essencial à saúde bucal da gestante. Consultas odontológicas de rotina, com profissional especializado, trazem inúmeros benefícios à gestação e à saúde da mãe e do bebê. Por outro lado, resultados adversos ocorrem com maior frequência quando o acompanhamento odontológico não é realizado. Por isso, cuidar da saúde bucal é investir em saúde, bem-estar e qualidade de vida; e durante a gestação, é sorriso multiplicado: para mães e para bebês!