Recomendações sobre a chupeta, baseadas em evidências.

A oferta da chupeta se difundiu amplamente na sociedade contemporânea. Trouxe consigo conveniência e comodidade, “simplificando” a tarefa dos adultos em acalmar o bebê. Alguns nem questionam, acostumados que estão em associar maternidade-chupeta-bebê; mas muitos se perguntam se deveriam ou não oferecê-la. Desconhecimento, falta de tempo, modelos culturais negativos, recomendações desencontradas dos especialistas, desconexão, apreço pela idéia de independentização precoce do bebê, propaganda, consumismo, imediatismo, terceirização dos cuidados da criança, necessidades dos adultos, reprodução das próprias experiências vividas na infância, crenças pessoais, inconsciência e tantos outros motivos popularizam o seu uso e fazem com que formas naturais e gentis de lidar com o choro e as demandas do bebê sejam deixadas de lado - afinal de contas, costumam ser mais trabalhosas; exigem maior disponibilidade, criatividade e atenção. Assim, a necessidade básica de sucção no peito acaba não sendo plenamente suprida, muito menos as necessidades psico-afetivas do bebê, como um ser humano complexo em formação; que necessita de toque, contato, afeto, proximidade - de calor humano, afinal. O motivo do choro que está sendo silenciado fica sem resposta. Atrapalha o desenvolvimento da comunicação e do vínculo entre pais e filhos. O bebê se distrai, se desconecta e solicita menos vínculo pessoal – transfere suas necessidades humanas amplas e profundas para um objeto frio e inanimado. Seus sentimentos e necessidades são reduzidos a mera questão física: conhecida como ‘necessidade de sucção’. A chupeta acaba se tornando para os pais uma solução mágica e instantânea, que se arrasta pela infância afora e chega até a idade adulta disfarçada de várias formas. Por isso, não se iluda! A chupeta não é assim tão inocente quanto parece, nem se torna vilã de uma hora para outra. Riscos existem sempre, pois é um estímulo patológico, e aumentam em quantidade e gravidade ao longo do desenvolvimento infantil. Acompanhe, sob uma perspectiva baseada em evidências, os riscos potenciais relacionadas ao uso da chupeta.